"Vou-lhes dizer por que sou cretino. Sem respaldos científicos, simples como um segundo idioma. Sou cretino porque eu existo (apesar de afirmar avessos e inversos). Sou cretino dentro daquela argila confeccionada em fast foods acadêmicos. E então, meu espelho me tornou sábio. E os restolhos de humildade pariu um grande borrão fecal. Ai de meu trono!
Sou cretino, sou infante. Sou mastodonte! E na traseira solitária da noite, fantasio desejos com lagartos e tamanduás. Garotas são cruéis! Seios, pregos contra o dorso. Vaginas, lábios que gargalham incessantemente do ovo que me figura. Sou um selvagem nihilista. Tento acreditar...
Além, uma força me orienta sobre cadáveres chacotados. Sou notável por excelência. E sou mais cretino. Rosno, rebolo e faço retórica com o umbigo. O mundo sorri para mim. Exceto entraves que exigem minha coragem. Ela é tão escassa. Engasgo antes do término do primeiro ato. Por que tanta seriedade?
Enfim, sou cretino por natureza, por essência, por existência. Sem clemência! Um rei de coroa involuntária em berço semi-dourado. Nutrido com pêra e Ovomaltine, enquanto a língua serpenteia verbos parricídios. Ah, como sou sortudo! Ah, como sou cretino! Sou e não me questiono. Cretinos!"
(Andros de Varal, Mar de Ilhas)
Além, uma força me orienta sobre cadáveres chacotados. Sou notável por excelência. E sou mais cretino. Rosno, rebolo e faço retórica com o umbigo. O mundo sorri para mim. Exceto entraves que exigem minha coragem. Ela é tão escassa. Engasgo antes do término do primeiro ato. Por que tanta seriedade?
Enfim, sou cretino por natureza, por essência, por existência. Sem clemência! Um rei de coroa involuntária em berço semi-dourado. Nutrido com pêra e Ovomaltine, enquanto a língua serpenteia verbos parricídios. Ah, como sou sortudo! Ah, como sou cretino! Sou e não me questiono. Cretinos!"
(Andros de Varal, Mar de Ilhas)
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