domingo, 5 de dezembro de 2010

Lugar Nenhum

Planos afogados na solidão do mar. Barco sem rumo a deriva da selvageria dos ventos. Para onde diabos estou indo ? Para o esquecimento, talvez. Nada mais justo para matar a angústia do vazio. Debaixo do Sol, as esperanças evaporam com facilidade. O mar escarnece de mim, mostrando meu reflexo nas ondas. Uma caricatura, um sósia, uma contraparte. Forte enjôo. Vomito mais uma vez. Será tudo um sonho perverso ? Onde foi que me perdi ? Agora, tanto faz. Enquanto o barco desliza pra lugar nenhum, sussuro uma velha canção quase esquecida ...

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